Alerta!!!

“O cupim mata seus móveis”

Os insetos que atacam a madeira, principalmente o cupim e a broca, chegam sem avisar e, se você não estiver atento, acabam com tudo. É bom tomar algumas providências antes que elas causem estragos irreparáveis. Para se ter uma idéia dos prejuízos causados por cupins na região metropolitana de São Paulo, de cada 240 edifícios inspecionados 149 estão infectados por alguma espécie de cupim. A informação é do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Os cupins podem causar os mais diversos tipos de estrago. Os cupins são insetos tropicais que se alimentam de celulose, componente principal da madeira. No entanto, dentre as 2.200 espécies conhecidas no mundo, cerca de 10% são consideradas prejudiciais e se alimentam de madeira. O cupim, ao contrário das brocas que vivem solitárias e atacam qualquer tipo de madeira sem precisar estar ao lado de um esquadrão, são insetos sociais que vivem em colônia e se dividem em reprodutores (os únicos que tem asas e são conhecidos como siriris ou aleluias), os operários e os soldados. A vida destes insetos é longa. Um operário pode viver 20 anos e uma rainha pode chegar a 50. no caso de cupins de madeira seca, seus reprodutores constroem o ninho nas madeiras sadias e móveis.


Identificação:

A identificação da presença dos insetos se dá através de sinais exteriores. Infelizmente, isto só acontece bem depois de instalados quando já fizeram estragos na madeira. O prazo para perceber é de quatro meses a um ano. E como descobrir? O cupim deixa resíduos secos, granulados, de forma ovalada, cuja coloração acompanha a cor da madeira. Eles saem da peça por buraquinhos abertos na superfície. Quando a distância entre o piso e a peça é pequena, o pó gerado pelo banquete dos insetos na madeira se acumula em montinhos. Nesse caso a identificação é rápida, mas é muito comum os resíduos caírem e se espalharem pelo ambiente sem uma identificação imediata. Fique atento também para o fato de os cupins de madeira seca voarem periodicamente para disseminar suas colônias. Você pode encontrar asas dos insetos nos ambientes infestados, denunciando sua presença. No caso do cupim o número de buracos nos móveis costuma ser pequeno, mesmo que a peça já tenha sofrido um ataque sério, no caso das brocas, que são apreciadoras vorazes da celulose, os resíduos são um pó bastante fino, com partículas bem menores que as deixadas pelos cupins, normalmente, ela apresenta grande número de buracos na superfície do móvel.


O que fazer?

Existem vários inseticidas no mercado que você pode comprar. No entanto, o mais prudente é solicitar a visita de um técnico especializado. Tome cuidado, certos produtos não podem ser utilizados em determinadas mobílias, como berços.


Dicas e Cuidados Indispensáveis:

1. Caso o processo de infestação já esteja ocorrendo em sua casa, ou local de trabalho, o procedimento mais correto é providenciar um diagnóstico. Entre em contato com uma empresa especializada e idônea (informe-se com quem já utilizou esses serviços), e peça orientação para o IPT ou para a APRAG- Associação Paulista dos Controladores de Pragas- que costumam cobrar pelas insepções, mas que podem eliminar um grande prejuízo financeiro.

2. Fique atento, você pode estar sendo vítima de ataques de cupins subterrâneos, muito comuns nas cidades. Eles constroem suas colônias embaixo do solo e podem atacar sua casa, destruindo a edificação, escavando túneis nos espaços entre as lajes, na rede hidráulica, ou em conduítes elétricos.

3. Procure manter sua casa ou seu escritório dedetizados e com inspeção periódica. Durante a inspeção, guarde os insetos adultos mortos que geralmente podem ser encontrados próximos às peças atacadas, para futura identificação da espécie.

4. Não coloque móveis atacados por insetos próximos aos que estão sadios.

5. Apenas uma parte da peça pode estar contaminada. Nesse caso, ela pode ser substituída sem prejuízo de todo móvel.

Nós da Marcenaria Montagge, procuramos utilizar na produção de nosso móveis, materiais imunizados de fábrica no caso de compensado e MDF que misturam inseticidas nas colas e nas resinas, e, para madeiras maciças adquirimos material de mercado, com ação imunizante contra cupins, eles possuem resinas hidrorrepelentes que fixam o produto na madeira, proporcionando um longo efeito residual, entretanto, não impedem que insetos ataquem seus móveis pelos vários fatores citados acima.
Preocupados com as infestações sugerimos que alguns itens recomendados virem hábito freqüente em sua casa ou local de trabalho.

Últimos dados:

Dados preliminares de pesquisas do IPT mostram que o inseto está em 76% das moradias no bairro do Pacaembu, Zona oeste. 17% das árvores estão infestadas. Jardim Paulista lidera ranking. Antes de coordenar o trabalho de avaliação no Pacaembu, a pesquisadora do instituto de pesquisas tecnológicas (IPT) Lígia Ferrari Torella di Romaganano realizou um levantamento com todas as ocorrências de cupins recebidas pelo instituto. Em nove anos de atendimento, 534 edificações, a grande maioria prédios, recebeu atendimento do IPT. Pelo menos 45 dos 96 distritos da Capital têm infestações pelo inseto.
“Isso dá um indicativo de situação crítica em que a cidade está. Foi isso que fez surgir o trabalho no Pacaembu, que é um levantamento em todo o bairro”, disse Lígia, que apontou o bairro do Jardim Paulista, na Zona Oeste de São Paulo, como o com o maior número de ocorrências na cidade. Do total registrado pelo IPT, os dez bairros com maior incidência de cupins são, além do Jardim Paulista, Vila Mariana, Consolação, Perdizes, Pinheiros, Itaim Bibi, Moema, Santa Cecília, República e Bela Vista.
Quarenta e cinco dos noventa e seis distritos da Capital registram ocorrências de cupins no IPT.

Para saber mais
IPT- Divisão madeiras, Tel.: (011)3768-2211
APRAG- Tel.: (011)5563-5258

Fontes/Consulta
Revista Marcenaria Moderna
(Janeiro/1998- ano II- n°15)
Informativo SINDIMOV
(Setembro/2000- ano V- n°7
Jornal Diário de São Paulo
(12 de Maio de 2005)

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